Escolhi ser mãe e não me arrependo


Sim, escolhi ser mãe, após muitos conflitos interiores, lágrimas e incertezas e com o tempo fui conquistando esse amor materno, diferente de tudo que já vivi e jamais esquecerei. Minha filha me deu um novo sentido na vida e tem me ensinado a ter compaixão, paciência e cuidado não só com ela, mas comigo mesma e nossa família.

Minhas gravidezes não foram planejadas, ainda assim as abracei de todo o coração. Fiquei surpresa com comentários do tipo: "Engravidasse numa boa idade, trinta anos está bom", e ele veio de mulheres e mães que conheço. Para mim ainda é uma realidade muito recente, embora minha filha Rita Ludmila esteja com 1 ano e 6 meses. Porém sempre fui muito consciente sobre a maternidade e nunca criei expectativas além do que posso suportar, pois a demanda é intensa demais e mesmo assim, é gratificante ver o sorriso e a alegria emanando de nossas meninas, e vê-la crescer com saúde e repleta de amor e carinho, me deixa de coração quentinho.

Uma mulher que decide ter 2 ou mais filhos não é diferente de uma mulher que não deseja tê-los, apenas elas têm prioridades diferentes em sua vida, e está tudo bem, até porque a maternidade não é um passeio no parque. Já eu, resolvi levar adiante minhas gestações pelo seguinte motivo: Tanto EU quanto meu esposo queríamos aumentar a família e mesmo não planejando a vinda de nossa filha, bem como do irmãozinho ou irmãzinha dela, nós decidimos abraçar a maternidade/paternidade em nossas vidas e conversando com ele, fui convicta em dizer que além de querer apenas dois filhos biológicos, não farei a laqueadura e ele compreendeu minha escolha e decidiu fazer a vasectomia, tão logo o bebê nascesse, pois essa é uma escolha para toda a vida.

Hoje não vejo minha vida sem a minha querida família e pode ter certeza: Essa foi a melhor escolha que fiz em toda minha vida, ter o amor e carinho do meu esposo e de nossa Ritinha são os meus pilares de força para viver um dia de cada vez!

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