Poema de Mainha: Poema de vagão
O vai e vem das estações
Como num formigueiro
As pessoas se esbarram nos vagões
Disputam espaço no embaraço
De serem tratados como bonecos de panos
Jogados de lá pra cá
Criança chora
Adulto pede esmola
Alguns olham e até uma moeda doam
Outros ignoram
Aos poucos seus olhares, ora tristes, ora felizes
Observam a vida passar pela janela
E assim é todo dia
A mesma agonia
Esperando,
Andando
Correndo
Para não perder a hora
De sorrir, chorar, viver e morrer.
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