Manifesto de não imposição da maternidade



A mulher é protagonista de sua história e jamais deve permitir que amarras sociais e culturais a impeçam de exercer seu direito de ser ou não mãe.
 
Escolher quando ter filhos, ou até mesmo quando não os ter, é uma decisão que cabe apenas à mulher, e ao decidir ter 1, 2 ou mais filhos não é diferente de uma mulher que não quer abraçar a maternidade, apenas as prioridades são diferentes para cada uma delas, e não há problema alguma nisso. Embora para algumas mulheres ser mãe é um ato sublime de amor, ainda assim a demanda é gigantesca e a maternidade pode ser muito dolorosa e solitária. E a responsabilidade só aumenta com o tempo, educação, alimentação e saúde, só para citar alguns dos aspectos intrínsecos de se criar filhos. Porém, o absurdo é atribuir a felicidade dessas mulheres diretamente o fato de terem filhos. 

Filho não mantém casamento a salvo, e muito menos a liberdade e alegria da mulher, porém escolher ser mãe, tendo em mente tais desafios, também é um ato notável de desprendimento emocional, por conta da ideia de que o homem provê a casa, enquanto a criação recai quase que totalmente sobre a mãe. Logo, a mulher que não deseja ter filhos não deve e nem merece ser julgada por uma sociedade patriarcal e desprovida de empatia quanto ao seu corpo e até mesmo os métodos pelo qual ela pode utilizar para evitar uma possível gravidez, e exigem à base de julgamentos agressivos a maternidade compulsória, no qual muitas mulheres sofrem com o abandono de seus pares ao fugirem de suas obrigações como pais, e para muitas a única opção é largar os estudos e o trabalho para cuidar dos filhos que ela não fez sozinha. 

Além da violência obstétrica ao qual são submetidas até mesmo antes de parirem. Ou seja, a imposição da maternidade como fator de felicidade ou de moralidade, acaba por pressionar a vida e a individualidade da mulher. Não queremos ser meros instrumentos de reprodução em massa, e o que exigimos perante à sociedade é RESPEITO. Respeito para termos o controle de nossas vidas e ações, para seguirmos nosso destino da forma que nos convir, ter ESCOLHA sobre qual método anticonceptivo aplicar ao nosso corpo. 

E essas decisões só cabem a nós mulheres. Não se sinta culpada, mulher, por não querer a maternidade em sua vida, assim como não sinta mal por querer ter filhos. Não é egoísmo pensar em seu bem-estar, mesmo que todos estejam contra ao seu modo de pensar e agir, até porque uma decisão delicada como esta tem de vir naturalmente, sem pressão de terceiros, então uma escolha totalmente vinda da vontade da mulher de criar ou não sua família. Só você sabe o que é melhor para sua vida e tá tudo bem viver com ou sem filhos. Seu corpo e decisões para o presente ou futuro são seus e de mais ninguém.

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